quinta-feira, 6 de maio de 2010

Legalização das Drogas - Parte 2

"Quais Drogas serão liberadas, quais continuarão proibidas?"

Essa é uma pergunta crucial! Quando ouvimos alguém falar sobre descriminalização das drogas, sempre fica no ar quais narcóticos serão realmente descriminalizados para o comércio e o que não. Mas dificilmente em uma roda de conversa alguém faz essa pergunta, pois é uma pergunta difícil e chata para se responder em uma mesa de bar. Pois é... Provavelmente serão liberadas para o comércio apenas a Maconha e o Hachiche. Segundo a última edição de número 187 da revista TRIP, 80% da droga consumida de todo o mundo é a maconha. Já seria um começo. Porém não tenho tanta certeza da liberação do comércio da Cocaína e do Extasy. Crack e Heroína tenho certeza que não serão liberados para comércio. Apesar do suicídio não ser crime no Brasil (Art. 107, I do Código Penal), é completamente improvável que a política de saúde pública do país tenha uma visão tão liberal, uma vez que vício em Crack e Heroína é morte quase certa. Se a política de saúde pública fosse liberal, com certeza suspenderiam as restrições sobre as propagandas de cigarros.
Assim, a legalização do comércio e uso de maconha não resolveria o problema do tráfico de entorpecentes como se prega. O tráfico continuará existindo enquanto houver alguma substância proibida. Vou mais longe. Para qualquer comércio ilegal de entorpecentes continuar existindo, basta existirem altos impostos sobre o preço das drogas. Fazendo um paralelo hoje, não existem DVDs originais a disposição? Então por que existe DVD pirata à rodo à venda por aí. A título de curiosidade, o jornal de rua Destak publicou, no dia 30 de Abril de 2010, que as drogas mais rentáveis para o tráfico atualmente são a Cocaína e o Crack. Isso fez com que a Maconha sumisse do mercado no Estado de São Paulo durante esses últimos meses.


Jornal Destak, reportagem do dia 30/4/2010

Agora, indo pela linha do pensamento positivo, no qual o comércio de drogas será permitido. Imagine quanto dinheiro dos contribuintes seria gasto com campanhas de conscientização para o consumo apenas de Maconha. Afinal, a maconha, assim como o cigarro, tem sim efeitos negativos no organismo. Segue um link interessante abaixo:
http://www.unifesp.br/dpsicobio/pergresp/maconha.htm#3

É isso.

Um comentário:

  1. A discussão sobre que tipo de droga deveria ser liberada é uma hipocrisia. Se o critério de avaliação for o mal que possa causar individual ou para a sociedade - a bebida alcoolica já deveria ter sido banida faz tempo. A enorme quantidade de vítimas de trânsito de motoristas embriagados ou de famílias destruídas pela bebida fala por si. Na verdade o que decide são os interesses econômicos. Já existe toda uma indústria instalada. Logo falariam dos milhares de desempregados etc... Pergunte ao traficante se ele aprova a legalização da droga? é claro que ele mesmo não irá querer, pois o alto preço da droga é devido à sua ilegalidade - produzido industrial e livremente o custo seria dezenas de vezes menor.
    Acho que o governo já deveria há muito tempo fazer campanhas mostrando o mal que as drogas ilícitas fazem - igual ao que se faz hoje sobre o cigarro. Que, diga-se de passagem, é a mais inofensiva das drogas e caminha para a ilegalidade total. Legalizar drogas é caminhar na contra-mão.

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