Atualmente se fala muito sobre consumo consciente. O consumo consciente apela para a reflexão sobre o nosso consumo excessivo para economizar recursos naturais. Legal. A consciência, no entanto não deve para por aí! Já repararam nos cadeados para malas que são vendidos no aeroporto de Guarulhos, Congonhas ou outros aeroportos? Dentre os diversos modelos que estão à mostra, existem alguns com um espaço para uma espécie de chave mestra. Nas embalagens destes está escrito TSA Compliant ou TSA Approaved padlocks. Bem, esses cadeados, atualmente para viagens aos EUA, permitem que uma agência governamental estado-unidense chamada TSA (Transportation Security Administration) , caso queira revistar a sua mala sem a sua presença, possa-o fazer por meio do uso de† uma chave mestra. Assim eles não destroem a sua mala, revistam ela, e teoricamente colocam um carta lá dentro dizendo que a revistaram. Os vendedores oferecem o produto alegando como uma grande vantagem não ter a sua mala detonada. Enchem a boca para falar que sua mala, caso não use o bendito cadeadinho, corre o risco de ser violada. Estragada. Já quem compra o cadeado se acha muito safo. Acha que de acordo com as normas de alguma instituição segundo a qual não terá minha mala detonada. Na teoria parece bacana, mas já pararam para pensar na liberdade que este produto fornece ao governo norte-americano para com quem entra no seu país? Quem usa esse cadeadinho dá carta branca para que uma agência governamental estrangeira possa plantar qualquer evidência de crime em sua bagagem. Teoria da conspiração? Se é, não é só minha! Em um jogo de cartas chamado "Illuminati, Bavarian Fire Drill", cujo objetivo é dominar um número determinado de grupos da sociedade e tomar controle do mundo, por conta disso, existe uma carta referente à TSA. Ela encontra-se logo abaixo.
O que acham que o desenho da carta sugere? Ou seja, não é apenas uma teoria da conspiração. Já é uma idéia conhecida. Já pensou se essa moda pega por aqui para garantir a nossa "segurança"?
Aliás, esse joguinho não é uma lenda urbana não (Muitos vídeos apocalípticos da internet falam dele, em uma versão mais antiga). Ele existe. Em minha viagem aos EUA eu fiz questão de comprá-lo e ver com os meus próprios olhos . Bem, mas isso é assunto para outro post.
Fechando, vale a meditação sobre os bens que consumimos, pois eles representar algo com o que você não se identifica ou concorda. Acredito ser melhor usar um cadeado regular e correr o risco de ter a minha mala violada para pelo menos ter o direito de alegar não ter responsabilidade sobre a bagagem. Perguntem ao Julian Assange se ele usaria um cadeado desses para viajar aos EUA.
É isso.
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Tenho ouvido falar frequentemente sobre "sensação de segurança". Tal coisa dá sensação de segurança. Para muitos é mais fácil aceitar algumas imposições, tipo cadeado com fiofó do que abrir os olhos e ver que direitos estão sendo violados. Como diz minha amiga: Pronto, falei!
ResponderExcluirHá um tempo atrás viajando para a Russia recebi uma "oferta" no aeroporto de Guarulhos de plastificar minha mala pois isso evitaria que fosse aberta. Realmente a tal plastificação é inviolável e não permitiria que ninguém mexesse na mala. Entretanto, qual não foi minha surpresa de quando cheguei em Moscow me deparei com a plastificação violada e um selinho de papel escrito SECURITY. Pronto, basta dizer a palavra mágica segurança e está legitimado qualquer abuso à sua propriedade e até mesmo privacidade. Portanto, essa história do cadeado é mais uma tapeação para trouxa gastar dinheiro achando que isso lhe trará mais segurança.
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